Pedro Nuno

5 Fevereiro, 2018

Chamo-me Pedro Sacadura Nuno e fui aluno da ESECS, onde frequentei a licenciatura em Tradução e Interpretação de Português-Chinês entre 2009 e 2013, que escolhi, em primeiro lugar, porque sempre senti que as línguas desconhecidas me apelavam e desde cedo que tinha uma vontade de explorar outras culturas, e, em segundo lugar, porque na altura me pareceu uma boa opção para o futuro em termos de empregabilidade.

O IPLeiria proporcionou-me uma base, um ponto de partida. Foi onde, em primeiro lugar, pude explorar o desconhecido perto de casa, e de onde ao fim de um ano parti à descoberta do gigante asiático que é a China.

Embora seja licenciado pelo IPLeiria, só aproximadamente dois desses anos foram passados em Leiria. No entanto, embora curto, esse tempo deixou memórias únicas, não só da praxe, que é algo próprio desse período da vida, e que foi no nosso caso uma boa oportunidade de nos conhecermos num ambiente de brincadeira, mas também de momentos em que, depois de ter feito os trabalhos do dia e de estudar para as próximas aulas, podia desfrutar relaxadamente da amizade dos colegas de turma e de casa.

Nos restantes dois anos estive em Pequim e em Macau. Após o primeiro ano, em que adquirimos as bases do mandarim, dirigimo-nos à Universidade de Língua e Cultura de Pequim (BLCU, na sigla em inglês) a fim de prosseguir os estudos e de nos imergirmos na cultura da capital chinesa. No terceiro ano, fomos para Macau, onde continuámos o estudo da língua e demos início ao treino em tradução e interpretação, para além, é claro, de conhecer o local “onde o Oriente se encontra com o Ocidente”. Em Macau, a cultura chinesa convive com a portuguesa para formarem uma atmosfera muito típica de si própria, diferente tanto do ambiente do interior da China, como de Portugal. No quarto ano, embora também houvesse UC’s a completar, as atenções centraram-se principalmente no estágio ou projeto que cada um decidiu e pôde empreender. No meu caso, estagiei em Portugal, mas tive a oportunidade de me deslocar à China e conhecer uma área nova, com desafios inesperados. Esse semestre final permitiu-me descobrir a cultura portuguesa duma forma nova, um pouco como ir lá para fora cá dentro.

Além das bases da língua chinesa, que é um dos meus mais importantes instrumentos de crescimento pessoal e profissional, e que adquiri nesta instituição, o apoio que recebi do IPLeiria e dos seus docentes foi o que me guiou até ao que sou e aonde estou hoje, possibilitando-me muitas das primeiras experiências profissionais e prestando-me os seus conselhos inclusive após o término da licenciatura. Atualmente frequento doutoramento em Linguística e Linguística Aplicada e sou docente de Português na China pelo IPLeiria. Será erróneo dizer que foi o IPLeiria que me “catapultou” para onde estou hoje, mas sem dúvida que foi lá que me deram a “catapulta”.

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