Pedro Jerónimo

31 Julho, 2013

Olá! Sou o Pedro Jerónimo, 33 anos, residente no concelho de Leiria. Frequentei o curso de Engenharia Civil, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), entre 1998 e 2006, e licenciei-me em Comunicação Social e Educação Multimédia (CSEM), na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), entre 2006 e 2009.

Da ESTG recordo o primeiro dia e os dois colegas que me questionaram sobre o tempo que esperava demorar para concluir o curso. “- O mais depressa possível”, respondi. “- Tem calma, isto não é para se fazer, é para se ir fazendo”, responderam com humor. Recordo ainda o período de praxe, que foi uma forma de integração pela diversão. Este acabou por ser um período longo, devido a imponderáveis de ordem pessoal. Entretanto, já trabalhava no “O Mensageiro” – o mais antigo semanário do distrito de Leiria, que deixou de ser publicado recentemente – quando mudei de curso e de escola.

Na ESECS, sendo uma memória mais recente, recordo as pessoas e o espírito que envolvia CSEM. Em todo o meu percurso no IPLeiria, nunca vi um curso tão dinâmico. E não se trata de estar “a puxar a brasa à minha sardinha”, mas sim porque era uma realidade. Um indicador disso era a representatividade dos “CSEMistas” – como os “batizei” na época – nos diferentes órgãos da escola e do instituto. Outro é núcleo de curso – o primeiro da ESECS e do qual fui cofundador (2006/2007) –, que se mantém desde então. Como era trabalhador-estudante, as vivências foram diferentes. Foi um período mais exigente aos níveis profissional, pessoal e consequentemente académico. Mas valeu muito a pena. Recordo os colegas e alguns professores que marcaram esse meu percurso, sobretudo pela sua forma de estar, experiências de vida e pela inspiração transmitida.

Quando terminei CSEM, continuei a trabalhar como jornalista. Entretanto, ainda no Verão de 2009, sou desafiado para prosseguir estudos – coisa que sinceramente na época não me passava pela cabeça. Nessa altura comecei a sondar mestrados que me poderiam interessar. Eis se não quando a Inês – uma amiga ainda recente – se sai com esta: “- E que tal tentares doutoramento?”. A verdade é que fiquei a “remoer” naquilo. Prossegui as pesquisas, até que cheguei a um programa doutoral interessante (Informação e Comunicação em Plataformas Digitais – parceria entre as Universidades do Porto e de Aveiro), sempre pensando que prosseguir com aquilo era uma loucura. Entretanto, aconselhei-me com algumas pessoas, acabei por me candidatar e entrar. Este momento acaba por ainda estar ligado ao IPLeiria, dado que quando recebi essa notícia estava na Polónia, a fazer a reportagem do Campeonato Europeu de Futebol Universitário, onde a equipa do instituto representava Portugal.

Passados quase três anos, sou bolseiro de investigação científica e estou em fase de conclusão da tese. Entretanto, com o fim de publicação de “O Mensageiro”, terminou um percurso de cerca de 10 anos. Seguidamente pretendo manter-me ligado à investigação, aos média e ao (ciber) jornalismo de proximidade – áreas que investigo no Observatório do Ciberjornalismo (CETAC.MEDIA, Universidade do Porto) – e prosseguir com trabalhos em rede, com investigadores de outros países.

Embora não o faça profissionalmente, mas a título voluntário, mantenho uma colaboração regular sobretudo com a imprensa local. A Provedoria do Leitor do Setúbal na Rede – primeiro jornal exclusivamente digital em Portugal – e o “Jornalizmo”: Movimento Cívico – espaço de reflexão dos cidadãos sobre o papel dos media no seu quotidiano, em Leiria – são disso exemplo.

A passagem pelo IPLeiria ajudou-me sobretudo a crescer ao nível pessoal, através do contacto com colegas, docentes e não-docentes, e das suas diferentes perspetivas e experiências de vida. Isso foi mesmo o mais importante, tendo inclusivamente conhecido lá a minha esposa. Hoje, quando olho para trás, vejo que tudo fez sentido. Até mesmo um período particularmente difícil que coincidiu com a minha passagem pela ESTG.

Quanto à Rede IPLeiri@lumni, surge numa boa altura. Recordo-me de já em 2006 falarmos nisso, entre colegas de curso. Atualmente é fundamental estabelecer e preservar redes de contactos. Para os antigos estudantes reverem os colegas e para o IPLeiria monitorizar o seu percurso. Não numa perspectiva de “big brother”, mas de acompanhar o percurso profissional dos seus licenciados/mestres e, quem sabe, um dia eles mesmos partilharem com os atuais estudantes, aquilo em que o instituto representou efetivamente.

A minha sugestão é que a Rede deve continuar a investir no seu alargamento e no estabelecimento de parcerias. E já que a Rede está na “rede de redes” – como diria Manuel Castells –, é de investir criando, por exemplo, um portal próprio e diferenciando a sua própria comunicação.

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