Isabel Matos

6 Agosto, 2013

Chamo-me Isabel Matos, tenho 35 anos e estudei no IPL duas vezes: a primeira entre 1995 e 2000 na

Licenciatura de Tradução/Interpretação, na ESTG; a segunda entre 2007 e 2011, novamente em Tradução/Interpretação, mas desta vez em Chinês-Português (TIPC), na ESECS.

Tenho excelentes memórias dos bons professores que tive e que contribuíram para despertar em mim o interesse não só na aprendizagem de línguas mas, especialmente, em determinadas leituras, culturas e abordagens da vida. Guardo com carinho as recordações do companheirismo com colegas e funcionários. Além disso, através do IPL pude participar no programa Erasmus, vivendo em Alicante, em Espanha, durante um semestre. Essa oportunidade permitiu-me adicionar o espanhol à minha combinação linguística e foi a primeira de várias aventuras longe de casa.

No primeiro ano depois da conclusão do curso na ESTG, trabalhei em Lisboa na HCR –Traduções e Informática, empresa dedicada essencialmente à tradução técnica e localização. Ali, adquiri experiência no uso de ferramentas de tradução (CAT, Computer Assisted Translation) e participei na tradução das ajudas do Microsoft XP, lançado nessa altura em português. Decidi depois apostar na interpretação de conferência, trabalhando a partir daí como freelancer, tanto na qualidade de intérprete como de tradutora. O trabalho de interpretação é especialmente fascinante para mim e aprecio muito o privilégio de já ter trabalhado com a maioria dos profissionais da interpretação em Portugal, com algumas experiências no estrangeiro. Destaco a Presidência Portuguesa da União Europeia em 2007, momento em que a atividade de interpretação foi particularmente intensa e gratificante. No mesmo ano, teve início o meu curso de TIPC na ESECS; por isso dediquei-me ao estudo da língua nos anos seguintes: no Instituto Politécnico de Macau (IPM) no ano letivo de 2008/2009 e na Universidade de Língua e Cultura de Pequim (BLCU, Beijing Language and Culture University), na China, no ano seguinte. Em vez de regressar a Portugal, como previsto, decidi nessa altura continuar em Pequim, onde ainda estou a trabalhar e a viver. Trabalhei inicialmente como Leitora de Português na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (BFSU, Beijing Foreign Studies University), passando posteriormente para a Universidade da Cidade de Pequim (BCU, Beijing City University) onde coordenei a introdução da disciplina de Português no programa da universidade e onde ainda me encontro a trabalhar.

Sou docente de Língua Portuguesa e Panorama dos Países de Língua Portuguesa na BCU em Pequim e iniciarei em Setembro um projeto de Escola de Português na Embaixada de Portugal em Pequim, destinado a crianças.

A minha vida concentra-se agora numa espécie de “projeto Ásia”… Quero continuar a aprendizagem do Mandarim, até alcançar um nível de fluência satisfatório, viajar pela Ásia, manter em andamento o registo fotográfico das minhas viagens e, eventualmente, investir em estudos euro-asiáticos. Pretendo também consolidar o trabalho desenvolvido na BCU e aperfeiçoar o programa.

Profissionalmente, o IPL é responsável por todo o meu percurso. Foi aqui que fiz os meus estudos e foi daqui que levei as ferramentas que me permitiram alcançar objetivos… não só objetivos, mas também sonhos. O IPL possibilitou-me concretizar um sonho de adolescência. Tinha 17 anos quando visitei a China pela primeira vez e tinha guardado o sonho de aprender mandarim e regressar ao território. Foi o IPL que tornou isso possível através dos protocolos com o IPM e a BLCU. Sou muito grata por isso! O meu enriquecimento pessoal deve muito a este investimento na vida asiática e num estilo de vida associado à multiculturalidade.

A Rede IPLeiri@lumni parece-me um projeto muito interessante para manter o laço entre a instituição e os muitos antigos alunos que por aqui têm passado. A troca de informação académica e profissional é sem dúvida preciosa para quem pretende desenvolver uma aprendizagem ao longo da vida. Estarei atenta a esse fluxo de informação e espero poder dar também o meu contributo.