Cláudio Pinto Carvalho

12 Novembro, 2013

Sou Cláudio Pinto Carvalho, e frequentei na ESTG a Licenciatura de Engenharia Civil, entre 1996 e 1999.

Do meu tempo de estudante no IPLeiria lembro-me de tanta coisa e com tal intensidade que parece ter sido ontem. Na altura, pensar que um dia seria engenheiro civil, fazia-me sentir que tinha de absorver muito e aprender bem tudo o que me ia sendo transmitido. Envolvi-me bastante nas questões académicas relativas ao curso em si, através do Núcleo de Eng.ª Civil, com a ligação entre os colegas e professores, e com aquilo que na altura eram os problemas dos cursos não acreditados pela Ordem dos Engenheiros. Sentia que contribuía ativamente para melhorar a qualidade do nosso curso, e passei longas horas a dialogar com professores e colegas. Criei laços de amizade com professores que hoje representam a minha formação e educação – a educação superior.

Ingressei no mundo do trabalho sem ter o curso acabado. Chamavam-me “engenheiro” e encolhia-me porque não o era e tentava explicar que ainda estava à espera daquela nota a Matemática! Os tempos eram outros e lembro-me do meu 1.º dia de trabalho. Um par de chaves de um carro, um telemóvel e um cartão de combustível agarrado a uma lista de contatos de “assuntos pendentes” de uma obra por concluir. Lembro-me de ter feito parte de uma geração de “novos engenheiros” que ia saindo da Escola e ia ouvindo e aprendendo com a arte da engenharia. Na altura, os fornecedores e empresários com quem lidava todos os dias, iam desabafando que “hoje os engenheiros querem aprender (…) e pedem-nos a opinião”. Cresci imenso com esta nova postura da classe, mas sabia no fundo que tinha uma explicação: chamava-se Ensino Superior Politécnico, e o nome ESTG/ IPLeiria era um certificado de qualidade de ensino.

Atualmente trabalho na Direção de Serviços Técnicos do Instituto Politécnico de Leiria. Regressei para conhecer o outro lado do ensino superior; aquele que garante as infraestruturas e cria as condições para que tudo aquilo que senti enquanto estudante fosse possível. Tem sido um longo percurso de dedicação a uma instituição que faz parte da minha vida adulta.

Para além disso, tenho outros projetos em mãos. A ligação à arte da imagem, a paixão pelo mar e desportos de ondas, sempre banhou o meu crescimento. Muitos têm sido os projetos individuais, desde a fotografia a projetos ligados à responsabilidade social. Creio que vou conseguindo adquirir experiências muito enriquecedoras, porque envolvem desafios e novas formas de abraçar a vida.

Em relação ao contributo do IPLeiria para a minha formação pessoal e profissional, resumo esta questão a uma frase, dita por um professor no ano em que concluí o curso, e que me dizia que mais do que os conhecimentos técnicos adquiridos ao longo do curso, ganhava a partir daquele dia, uma formação enquanto pessoa. Ensinou-me naquele instante, que a educação superior era muito mais do que a soma de unidades curriculares. Era uma aprendizagem, um percurso com muitas competências para desenvolver. Sinto que cresci muito nesta Escola.

Espero que a Rede IPLeiria@lumni me proporcione a experiência de contribuir não só para fortalecer essa memória do passado, como também para ajudar todos quantos hoje fazem parte da minha rede de formação superior.

Como sugestões para o desenvolvimento desta Rede, proponho a promoção de um evento, para o qual se convidaria um conjunto de antigos estudantes que viessem apresentar e partilhar o seu percurso, dando a conhecer de que forma evoluiu a vida depois do IPLeiria. Seria interessante também criar uma rede de partilha de contactos, e quem sabe de interesses comuns, que possa fortalecer as relações entre alumni. Por fim, acho que os antigos estudantes deveriam estar cada vez mais representados de forma ativa na instituição, partilhando e sugerindo eventuais contributos.

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