Diogo Fernandes Gonçalves

29 Novembro, 2013

O meu nome é Diogo Fernandes Gonçalves e frequentei a Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Leiria, a qual concluí em 2010.

Guardo na memória o começo do curso nas antigas instalações da Escola Superior de Enfermagem de Leiria. Durante um ano e meio, fomos sujeitos a diversas transformações enquanto curso, desde a mudança de instalações à adaptação do currículo segundo Bolonha. Estas mudanças vieram reestruturar a relação académica do curso de Enfermagem, pelas dificuldades sentidas, em que tentámos todos preservar a identidade criada pelos antigos estudantes desta Escola: a exigência e a resiliência aliadas ao bom suporte teórico-prático da Escola fizeram desta instituição uma referência nacional (e internacional) em profissionais de Enfermagem.

Após ter concluído o curso, o mercado de trabalho nesta área profissional já estava saturado. Apesar disso, estou ciente que toda a minha turma conseguiu colocação num prazo máximo de 2 anos. Durante 3 meses estive ao serviço da AH dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande como tripulante de ambulância, respondendo às várias vertentes do socorro pré-hospitalar. Desta forma, tentei ficar ligado à saúde enquanto distribuía currículos pelo país. A minha corporação facilitou sempre a progressão da minha carreira, disponibilizando os dias de que necessitei, incluindo o dia da minha entrevista em maio de 2010, para o hospital onde exerço neste momento.

Estive numa situação laboral precária a recibos verdes durante um ano e meio. Decidi não abandonar o meu projeto de vida e permanecer em Portugal, tendo tido a sorte de, após a entrada do Grupo Mello na gestão do hospital, assinar um contrato por tempo indeterminado, alcançando assim maior segurança laboral e um projeto profissional ambicioso. Neste momento sou Enfermeiro na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Vila Franca de Xira. Iniciei funções em 2010 no serviço de Medicina Interna, tendo trabalhado em diversos serviços como a Urgência Geral, Cardiologia e UCI.

Como sempre tive prazer em desenhar, antes do curso de Enfermagem, tirei um curso profissional de tatuador. Estou neste momento a ponderar voltar a tatuar, depois de ter interrompido no 3º ano de curso.

O IPLeiria é fundamentalmente encarado como um estabelecimento de ensino. Mas o que realmente me moldou foram as pessoas que constituem o Instituto; elas são a base daquilo que é hoje o IPLeiria. Aprendi a ser adulto, a assumir as minhas próprias responsabilidades, a inserir-me socialmente sem perder a minha individualidade. No fundo, a tornar-me naquilo que sou hoje. Não podemos dissociar o crescimento pessoal do profissional.

Espero que esta Rede consiga exatamente aquilo que se propõe realizar. Nós, que já trabalhamos, estamos dispersos por todo o mundo e, guardamos a “Leiria dos Estudantes” no coração. Sentimo-nos sempre ligados ao IPLeiria. Mantendo um contacto mais próximo com os antigos estudantes e entre estes e os mais novos, podemos partilhar experiências, redes de contactos, facilitando a transição entre o “ser aluno” e o “ser profissional” e, muitas vezes, o “ser aluno” novamente. Esta sinergia deve ser mantida para o crescente sucesso da Academia do IPLeiria.

Penso ainda que deveriam ser promovidas apresentações nos cursos, feitas por antigos estudantes, partilhando experiências e pontos de vista.

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